Sábado Santo – 3 de abril de 2021

S. Mateus 27,62-fim

Nesta narrativa, Mateus não pretendia mostrar com que raiva determinada os escribas e sacerdotes perseguiam a Cristo, como para nos mostrar, como em um espelho, a maravilhosa providência de Deus para provar a ressurreição de seu Filho. Homens astutos, praticados pelo menos em fraude e traição, conspiram entre si e inventam um método pelo qual eles podem extinguir a memória de um homem morto; pois eles vêem que nada ganharam, se não destruírem a certeza da ressurreição. Mas, enquanto tentam fazer isso, parecem mais como se pretendessem expressamente trazê-lo à luz, para que isso pudesse ser conhecido. A ressurreição de Cristo, sem dúvida, teria sido menos manifesta, ou, pelo menos, eles teriam motivos mais plausíveis para negá-la, se não tivessem a esforçar-se para colocar testemunhas no sepulcro. Vemos então como o Senhor não apenas desaponta o astuto (Job 5:12), mas também emprega seus próprios planos como armadilhas para mantê-los firmes, para que ele possa atraí-los e compeli-los a prestar obediência a ele. Os inimigos de Cristo eram realmente indignos de ter a sua ressurreição conhecida; mas era apropriado que a sua insolência fosse exposta, e toda ocasião de calúnia fosse tirada deles, e que até suas consciências fossem convencidas, para que não fossem desculpáveis (?) por ignorância. Observemos, porém, que Deus, como se ele os tivesse contratado para esse fim, empregou os Seus serviços para tornar a glória de Cristo mais ilustre, porque nenhum motivo plausível para mentir, a fim de negá-lo, lhes foi deixado quando encontraram a sepultura vazia; não que eles desistissem de sua raiva perversa, mas com todas as pessoas de julgamento correto e sóbrio, era um testemunho suficiente de que Cristo havia ressuscitado, desde que seu corpo, que havia sido colocado num túmulo, e protegido por guardas que o cercavam por todos os lados, não foi encontrado.

Rafael Coelho, adaptado de https://versiculoscomentados.com.b/

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