24º Domingo Comum – 12 de setembro

S. Marcos 8,27-38

Se quando os Seus próprios discípulos tiveram dificuldades em compreender de imediato a missão de Jesus, não é de estranhar que o restante mundo também não compreenda.

Jesus quis testar a opinião deles, questionando-os sobre que opinião cada um tinha de Si próprio. Foram diversas as respostas obtidas: como as reencarnações de João Batista ou de Elias ou de outro profeta. Porém Pedro, sempre Pedro, o discípulo que em segundos ia do oito ao oitenta, desta vez assertivo, respondeu “Tu és o Messias”. Para muitos dos Judeus, o Messias seria aquele que viria restaurar o Reino de Israel, teria um carácter revolucionário e militar, pois pelo entendimento humano, só utilizando meios militares seria possível alcançar o poder.

Porém, apesar dos ensinamentos dos livros antigos da Bíblia, não irem por esse caminho, criando alegorias que eram por vezes difíceis de perceber pela maior parte do povo, inculto e analfabeto, que aprendia o que ouvia os escribas proclamar, muitas vezes textualmente, sem interpretação.

Afinal o Reino de Israel era o Reino do Céu, o Reino do amor e da paz, o Reino do perdão e da tolerância e não um qualquer reino militar.

Só depois de seus corações abertos pelo Espírito Santo, os discípulos conseguiram entender a Missão do seu Mestre, a necessidade de Ele ter sido contrariado pelos líderes político-religiosos, os Sacerdotes, os professores da lei; era necessário que Ele sofresse uma morte dura, para que ao ressuscitar ao terceiro dia, pudesse provar o seu poder sobre a morte, sendo assim o Senhor vida.

Contrariar este processo, seria obra de Satanás, assim chamou Jesus a Pedro, quando este o repreendia por recusar a missão militar e da tomada de poder pela força, pois a sua missão era a tomada de poder das consciências e dos corações, através da propagação do amor e do fim da escravatura pelo pecado.

Dar a vida pelo outro, perdendo-a para si mesmo é o que mais conta neste novo paradigma de Jesus.

Apesar de tudo, mesmo após mais de dois mil anos de história de Cristo na terra, ainda há tantos homens e mulheres que procuram a paz interior, que procuram encontrar as energias cósmicas da cura da alma, quando a receita é conhecida, reside em Deus, no seguimento do exemplo e das palavras de Cristo.

Rafael Coelho

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