27º Domingo Comum – Domingo das Famílias – 3 de outubro

S. Marcos 10,2-16

“Que ninguém venha a separar o que Deus uniu”, porem há uniões que não foram unidas por Deus, e por causa da dureza de coração, pessoas divorciam, causando um tsunami de prejuízos emocionais, físicos, financeiros e espirituais aos pais, filhos e demais familiares. Também, para alem da união feita perante Deus, muitas promessas foram feitas e pronunciadas na presença de Deus, familiares e amigos.

E ninguém jamais deveria subestimar o poder de tais promessas. Promessas ditas em público ou sussurradas ao ouvido não são facilmente esquecidas ou levadas ao vento. São testemunhadas por seres humanos e por anjos. Promessas ditas na união de um homem e de sua mulher são palavras sacramentais, para não serem olvidadas nem ditas com leviandade. Pois logo serão testadas, postas em dúvida, desafiadas, banalizadas.

Pessoas erram, desapontam, decepcionam, desistem, adoecem, envelhecem, mudam, contradizem, isso faz parte da nossa falha humanidade. São as promessas que fazemos a nos mesmos e a quem amamos que nos fortalecem e sustentam nossas relações. O bebe nasce com deficiência, o adolescente da trabalho, a pandemia nos pega de surpresa, enquanto alguns sonham ficar confinados com a família, para outros a solução e’ acrescentar mais um digito no índice de divórcios.

Ninguém disse ou pensou que seria fácil fazer um pedaço de céu não terra, um esconderijo, abrigo, lugar onde se é amado e aceite incondicionalmente. Ninguém pensou ou disse que seria fácil ser uma representação ou metáfora da relação de amor entre Javé e Israel, entre Cristo e a Igreja. Casamento não é para pessoas sentimentais, é para adultos, maduros que movem céu e terra para cumprir o que prometem. E por que os anjos são também nossas testemunhas, com a coragem de fazer a promessa, vem a capacidade de cumpri-las.

Aquilo que Deus uniu, que ninguém separe. E aquilo que Deus não uniu, mas foi prometido perante a quem se ama, também deve ser mantido. Que ninguém separe o que Deus uniu e que ninguém quebre suas promessas. Os “céus” estão na torcida para que nos mantenhamos nossas promessas de amor e nossos filhos e filhas agradecem. Num mundo fake e diluído, plástico e líquido, que Deus nos conceda a graça e a alegria de mantermos a solidez das promessas.

Abilene Fischer, Presbítera

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