29º Domingo Comum – 17 de outubro

S. Marcos 10,35-45

Ambição! Um dos pecados a que a soberba não é alheia. O anjo do mal sempre se sentou à mesa com Jesus, pois os seus mais próximos, os discípulos, eram muitas vezes atacados inadvertidamente por esse mal.

Tiago e João reivindicavam a Jesus uma posição privilegiada no Seu Reino, sem que isso fizesse grande sentido, nem sequer fosse justificado de alguma forma. Por quê eles e por que não outros? Se nem sequer eram iguais a Jesus, no sofrimento pela qual iria passar, pela condição divina, pela bênção de Deus.

É fácil beber do mesmo cálice de um sofredor? Queremos beber do mesmo cálice de alguém, substituindo-o na sua vida e na sua missão? Não! Cada um com a sua cruz, cada um com o seu calvário. Podemos aliviar a cruz no outro, como Simão de Cirene, podemos limpar o rosto do que está transpirado como Verónica. Mas substituir o outro na sua vida e existência, não! Tão pouco sabemos o que Deus tem destinado para nós!

A seguir à ambição de quem quer ser maior, vem a indignação e a inveja de quem não quer ficar para trás. Mas todos podem entrar n o Reino dos Céus? Sim! Temos a certeza disso? Não! Mas também não serão de certeza os sentimentos de poder a qualquer preço, de inveja, de orgulho e de egoísmo que nos irão ajudar a lá chegar.

Mais uma vez, Jesus ensina pelo lado do exemplo. É na humildade e no serviço, na ajuda aos outros e na fraternidade da fé e da caridade, que seremos grandes.

Quem quiser ser grande, pois que seja servo primeiro e a vida se encarregará de realizar justiça.

Assim como o “Filho do homem que também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.

Clara Oliveira

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