30º Domingo Comum – 24 de outubro

S. Marcos 10,46-52

Durante o seu ministério, Jesus curou muitos doentes e disso nos fala o Evangelista Marcos logo no início da sua narrativa: traziam consigo todos os doentes, incluindo os que tinham espíritos maus, Jesus curou-os das várias doenças e expulsou os espíritos maus (1, 33-34).

Neste 30.º domingo comum o Evangelista refere-nos em particular a situação da cura de um cego e pode-se perguntar, porque terá relatado a cura de um cego? Este Evangelista é muito simples a descrever o ministério de Jesus e temos de ver que, nos seus relatos, inspirado pelo Espírito, revela-nos elementos muito importantes.

Começa por localizar Jesus: quando ia a sair da cidade de Jericó, este sair da cidade podemos interpretar que já tinha realizado tudo o que havia a fazer naquela cidade.

À beira do caminho estava um cego a pedir esmola. Jesus ia acompanhado dos discípulos e de muito povo. O Evangelista identifica muito bem o cego: Bartimeu filho de Timeu. E diz-nos que o cego quando ouviu dizer que era Jesus que por ali passava, começou a gritar: Jesus, Filho de David, tem pena de mim!

As pessoas repreendiam Bartimeu, mas quanto mais o reprendiam, mais ele gritava. Jesus não continua indiferente e disse: chamem-no lá. As pessoas foram chamar Bartimeu, dizendo-lhe: anima-te e vem daí, que ele está a chamar-te.

Bartimeu levantou-se e caminhou para Jesus. Quando chegou junto a Jesus, este perguntou-lhe: que queres que eu faça? Bartimeu respondeu: Oh Mestre! Queria voltar a ver! E Jesus disse-lhe: está bem! A tua fé te salvou. Bartimeu no mesmo instante passou a ver e seguiu com Jesus pelo caminho.

É importante retermos os pormenores que o Evangelista nos descreve, porque nos ajudam a melhorar a nossa relação com Deus através de Jesus. Quando nos parece que já fizemos tudo e nada mais há para fazer e que podemos ir embora, temos de escutar os que estão à beira do caminho necessitando da nossa ajuda, muitas vezes clamando pelo nosso apoio. Não os devemos repreender, mas chamá-los e escutá-los. A nossa limitação humana, não tem o poder de Jesus, mas haverá sempre alguma coisa que possamos fazer para que as pessoas recebam de nós provas do amor de Deus e que as leve a tornarem-se discípulos de Jesus.

Carlos Duarte, Presbítero

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