S. Lucas, Evangelista – 18 de outubro

S. Lucas 10,1-9

Os textos bíblicos são eternos, e sempre passíveis de serem concretizados na actualidade, mas este trecho de Lucas (Lucas 10, 1-9) serve como uma luva para a época histórica na qual vivemos. Jesus escolheu 72 discípulos homens (à época não poderia ser de outra maneira), além dos 12 apóstolos, mas um número maior e anónimo de homens e mulheres tinham já convertido. A responsabilidade de evangelização foi, no entanto, centrada em 84 pessoas. Se muitos apóstolos trabalhavam para a Boa Nova individualmente, estes 72 foram incubidos de o fazer a pares. Porquê? Por ser um trabalho muito perigoso e exigente, como o resto do texto nos relata. Eram perseguidos por judeus, romanos e população em geral do império romano, o maior existente na história da humanidade. Em cada passo que davam havia inimigos; er pois importante haver alguém que se apoiassem um ao outro. Algo que temos vindo a esquecer: a necessidade de nos ampararmos, como seres humanos, antes de mais, como filhos de Deus, e sobretudo como cristãos. Um cristão esforçado e sério está neste mundo como um cordeiro no meio de lobos, explicita o Senhor, pela pena de S. Lucas. Sempre assim foi, sempre assim será, e quem considera que ser cristão é fácil, é quase certo que não está a cumprir a sua missão.

Orientações básicas foram dadas pelo Senhor, e devemos tê-las sempre presentes: não nos distrairmos com bens materiais, não nos determos onde nos tratam mal por sermos cristãos, cuidar perseverantemente de quem nos acolhe, não nos dispersarmos; sermos suficientemente humildes para pedir e receber ajuda de quem é nosso irmão na fé; cuidar dos doentes e sermos muito gratos por aquilo que recebermos, pouco ou muito. Olhemos para estas orientações, pratiquemo-las, pondo-nos (ou continuando) a caminho.

Clara Oliveira

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