32.º Domingo Comum – 7 de novembro

S. Marcos 12,38-44

O Evangelho deste domingo diz-nos que Jesus continuava a ensinar o povo, já na semana da Paixão, em Jerusalém. Começa por criticar o comportamento dos doutores da Lei e depois observa as ofertas monetárias que as pessoas faziam no templo.

Os doutores da Lei eram pessoas que estudavam os livros da Lei de Moisés e das normas adicionais acrescentadas à Lei e que se esforçavam por explicar a sua aplicação e cumprimento.

Todos conhecemos os 10 Mandamentos descritos no capítulo 20 do Livro do Êxodo e repetidos no capítulo cinco do Livro do Deuteronómio. Mas foram acrescentados, aos mandamentos iniciais, cerca de 600 normas das quais mais de metade eram normas proibitivas e as restantes obrigavam ao cumprimento de determinadas regras. Só para exemplificar: a obrigatoriedade da consagração do filho primogénito se for menino, as ofertas de sacrifício, o isolamento dos leprosos, o apedrejamento das mulheres adúlteras, o lavar as mãos com cerimonial.

Conhecer todas as normas não era fácil para o cidadão comum da terra de Israel. Ao estudarem todas as normas, os doutores da Lei sentiam-se superiores às outras pessoas, exibiam-se com trajos vistosos, gostavam de ser cumprimentados em público, e nas casas de oração e nos banquetes escolhiam os primeiros lugares. Resumindo, os doutores da Lei eram pessoas extremamente orgulhosas e que exploravam os mais fragilizados, particularmente as viúvas, para enriqueceram com os bens destas. Comportamentos totalmente contrários aos ensinamentos de Jesus, humildade e amor do próximo, para podermos expressar o nosso amor a Deus.

Jesus alertava as pessoas para que tivessem cuidado com os doutores da Lei. O Evangelho é sempre atual e continua a alertar-nos para as pessoas que são extremamente orgulhosas do seu saber, que exibem a vaidade do seu conhecimento, e que têm como objetivo enriquecerem cada vez mais explorando os mais fracos. Devemos estar atentos a essas pessoas, quaisquer que sejam as funções que desempenhem. Afastemo-nos delas, porque estão longe do amor a Deus, mesmo quando aparentam que nos querem ajudar.

A segunda parte da leitura do Evangelho é a observação que Jesus faz do que se oferece a Deus. No templo as pessoas ricas davam grandes ofertas, mas uma viúva pobre deitou duas moedas de pouco valor. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: a viúva pobre foi a que mais deu. Os ricos davam do que lhes sobejava, ela deu tudo o que tinha.

Jesus continua a observar o que damos para o serviço do Senhor Nosso Deus. Será que estamos dando o que nos sobeja, ou temos a coragem de dar tudo o que temos? 

Lembro a cada um, que Jesus continua a observar o que se coloca na oferta quando se vai à Igreja, o que se assume nas contribuições regulares, nos donativos de angariação de fundos: Loja Social, Mealheiros Obrigado Senhor, Dia de Salário em Ação de Graças pela Igreja e em quaisquer outras iniciativas. 

Carlos Duarte, presbítero

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