Santo André Apóstolo – 30 de novembro

S. João 1,35-42

O convite que Jesus fez aos primeiros discípulos, encontra-se logo no início do Evangelho de João: ‘Vem e Vê’. Havia muitas teorias sobre a identidade de Jesus: Cordeiro de Deus, Filho Amado, O Ungido, o Eleito, são alguns títulos encontrados já no capítulo 1. Os primeiros discípulos também tem suas teorias e interrogações sobre sua identidade. Como não atrevessem perguntar ao próprio Jesus quem ele era, perguntam ao menos pelo seu endereço: Rabi, onde moras? Vem e vê – e’ a resposta. 

‘Vinde e vede’, parece ser um convite para todos os discípulos, não apenas para André, Pedro e Felipe – mas antes, para qualquer pessoa que anseia encontrar a residência permanente de Cristo. Se tivéssemos o seu endereço, faríamos peregrinações, ate la, construiríamos capelas ao longo do caminho e esse endereço torna-se ia um lugar como Meca, como Jerusalém, como o Vaticano. 

O endereço não ficou registrado, mas o convite permanece escrito em grandes letras: ‘Vinde Vêr’ . Como se para conhecer Jesus fosse apenas pés e olhos. Como se para saber quem Jesus e’ e onde e’ sua morada, fosse necessário apenas colocar o pé no caminho, sair da zona do conforto, onde quer que a vereda conduza, qualquer que seja a distancia, quaisquer que sejam os obstáculos a serem superados. Mover os pés sem planejar o roteiro de volta, como se não houvesse retorno. 

Vinde e vejam: E’ necessário ter boa visão, e manter os olhos bem abertos, para não desviar-se do alvo. Olhos atentos as surpresas, pois muito nos será revelado ao longo do caminho. E pés dispostos, em ágil em movimento. São mais de 2020 anos, desde que o convite de Jesus espalhou-se pelo Ocidente, e ainda assim não palmilhamos todos as distancias para segui-lo, nem vimos tudo o que nos pode ser revelado. “O essencial ‘e invisível aos olhos, só vê-se bem com o coração”, dizia Exupéry. Se nos faltar pés ágeis e visão acurada, que não nos falte um coração, onde o Mestre possa ter sua morada. 

‘Mestre, onde moras? Que seu permanente endereço seja dentro de cada um de nos, que amamos e o seguimos ainda que imperfeitamente.

Abilene Fischer, Presbítera

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